Já está em fase de preparação o TODOS 2013, que irá ter lugar entre 12 e 15 de Setembro.
Esteja atento à Programação que deverá estar disponível em Junho.
Define-se por Produtor Cultural o responsável pela criação e implementação de organizações e de conteúdos artístico-culturais, capazes de contribuírem para o desenvolvimento sociocultural do indivíduo. Deste modo, é dever do produtor cultural, e assim se distinguindo da dimensão do produtor artístico, a defesa e implementação dos projetos artísticos e culturais cujos Princípios e Valores contribuem para a afirmação do Conhecimento, e para o desenvolvimento sociocultural do indivíduo, à luz da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
sábado, 27 de abril de 2013
A APC já está a preparar o Prémio Natércia Campos 2013
O Prémio Natércia Campos é um prémio bienal que procura prestigiar a
profissão do produtor cultural em Portugal. E simultaneamente homenagear
a memória de Natércia Campos, uma referência na produção de teatro em
Portugal, que durante muitos anos trabalhou no grupo de teatro O Bando.
Natércia faleceu em 2006, mas continua a ser recordada como um exemplo a não esquecer.
Natércia faleceu em 2006, mas continua a ser recordada como um exemplo a não esquecer.
Em 2011, o júri atribuiu o Prémio a Cláudia Regina.
Brevemente o regulamento estará disponível para as candidaturas.
TODOS 2012
A quarta edição do Festival Todos apresenta-se de novo sob o signo da
interculturalidade em Lisboa, mas desta vez com uma novidade de
alargamento territorial. Depois de ter dedicado três edições
exclusivamente ao bairro que une a Mouraria ao Martim Moniz e ao
Intendente, desta vez, abalança-se a estender a sua programação a uma
outra zona de Lisboa: S. Bento e o Poço dos Negros.
A História da
chegada de comunidades africanas àquele bairro é antiquíssima. Hoje,
este bairro caracteriza-se por ter uma população cosmopolita, que
convive nas ruas apertadas e íngremes. Indianos e paquistaneses,
brasileiros e africanos, estudantes de todas as nacionalidades vindos
através do programa Erasmus, trazem a este bairro que também mantém as
suas tradições portuguesas, na arquitectura, nas antiguidades e
velharias, nos cafés, barbeiros, e os seus residentes, uma atmosfera
que cruza ventos do oriente com os do ocidente, num lugar que dá
vontade de conhecer melhor.
A programação prolonga-se pela primeira vez,
por dois fins-de-semana.O público é convidado a vir e a voltar, para
seguir uma rota de espectáculos de grande público e de intimidade, de
experiências gastronómicas que desta vez alcançam Timor, Xangai, Cabo
Verde, o Alentejo, a cozinha europeia, São Tomé e Príncipe, Guiné, Nepal
e Goa. Um baile oriental, para dançar com residentes asiáticos que
vivem na Mouraria. Haverá peças de pequeno formato de Teatro, Dança e
muita música em lojas e restaurantes para as crianças acompanhadas de
adultos. Uma orquestra de pequenos músicos acenderá as emoções de uma
bailarina na rua...
Os espectáculos nesta edição foram especialmente escolhidos a pensar na história já percorrida deste Todos. Será que um festival tem uma personalidade que nasce e amadurece? Será que um festival tem um corpo com braços que se estendem para além de si? Será que o Todos será cada vez mais de Todos?
Na Mouraria ecoará na noite de abertura, o som da Orquestra Todos que, ao lado de elementos da Orquestra di Piazza Vittorio, fará o maior concerto de todos os Todos. O Circo MANDINGUE que chega da Guiné Conacri traz-nos a força incrível da África Negra que se mostra nas danças contorcionistas e acrobáticas desta trupe impressionante de bailarinos. Haverá um conjunto de propostas para que pessoas do bairro, pessoas de toda a Lisboa e públicos, possam “meter as suas mãos na massa” do festival. ARRAIAL, será um exemplo: Um espectáculo de dança e música ao vivo da Companhia Circolando, traz à Mouraria o universo das festas do norte de Portugal, que contará para além da participação de oito bailarinos e a banda Dead Combo, com cinquenta residentes de ambos os bairros, pessoas e crianças oriundas de todos os cantos do mundo. A companhia francesa Kumulus irá abrir o segundo fim de semana do Todos num parque de estacionamento, na Rua D. Luís I, em Santos, com um espectáculo que fala do desabamento do valor humano, das cidades do lixo e da vida invisível de uma polis aparentemente desmoronada. Um espectáculo pungente e dotado de uma actualidade desarmante. O Todos está aí, para viver a cidade por dentro. É no interior deste festival, agora com braços, que a respiração do mundo que vive em Lisboa, se sente melhor. Não hesite, venha e traga todos consigo.
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